pipeline

gustavo aguiar - maio 2007

Nos processadores de hoje existe um conceito de pipeline, que funciona como uma linha de montagem. É como se cada instrução fosse executadas por vários “operários”, blocos do processador, cada um com a sua função. No caso do P4 são 20.

O que acontece é o seguinte, fazendo uma analogia bem simples.

Enquanto o primeiro setor está processando a primeira instrução, os outros nada fazem no primeiro ciclo. No segundo ciclo, teríamos o segundo setor na primeira instrução, que só ficará pronta depois de passar por cada estágio da "produção", enquanto o primeiro já estaria processando a segunda. Na terceira teríamos a primeira instrução no terceiro estágio, a segunda no segundo, e a terceira no primeiro assim até ocupar todas as regiões da linha de produção e que a instrução seja processada por completo.

Uma instrução levaria 20 ciclos, mas nesses 20 ciclos o processador não está apenas naquela instrução, ele está processando as próximas também. Pra processar 100 instruções em seqüência, você levaria 120 ciclos.

A questão não é tão simples porque muitas instruções mudam o fluxo do programa, o que vai ser executado muitas vezes depende de um resultado anterior, então muitas vezes o processador teria que esvaziar todo o pipeline, jogando fora um pouco do processamento.

Mesmo assim isso melhorou muito o rendimento dos processadores atuais, essa tecnologia foi implementada no Pentium I.

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