InformáticaÁREA DE INFORMÁTICA: ARTE E WEB

Organizada por Alexsandro Barbosa Costa, Janeiro de 2007

Uma Página é Algo Muito Além do Código!

A definição original e abrangente de arte (do latin ars, significando técnica ou habilidade) é o produto ou processo em que conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades; esse é o sentido usado em termos com “artes marciais”. Mas no sentido moderno, também podemos incluir o termo arte como a atividade artística ou o produto da atividade artística. O que poderia ser o produto final da manipulação humana sobre uma matéria-prima qualquer. Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que: nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas (A História da Arte, LTC ed.). Ou seja, arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno. Portanto Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma Beleza transcendente. Dessa forma o termo passa a ter um caráter extremamente subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de Arte desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista.

Mas como foi mencionado, a tendência dominante é considerar o termo Arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas. Os historiadores de arte procuram determinar os períodos que empregam um certo estilo estético por 'movimentos artísticos'. A arte registra as idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo. Muitas formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerando coisas normalmente aceitas ou simplesmente criando novas formas de se perceber a realidade. Em algumas sociedades as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente pensam que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos geralmente pensam dessa maneira sobre a arte.

Existem outras sociedades onde as pessoas pensam que o trabalho artístico pertence à comunidade. Esse pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão a sociedade é um coletivo que produz a arte, através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte é visto como importante para sua concepção. Existem muitas contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce.Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos. O design gráfico é uma forma de comunicação visual.

É o processo de dar ordem estrutural e forma à informação visual, trabalhando frequentemente a relação de imagem e texto. Podendo ser aplicada a vários meios de comunicação, sejam eles impressos, digitais, audiovisuais, entre outros. O profissional que realiza esse tipo de função é o designer gráfico. No entanto, mesmo existindo uma formação específica para essa área, vários tipos de profissionais atuam como designers gráficos - notoriamente os publicitários especializados em design gráfico assim como ilustradores e artistas gráficos. Tradicionalmente os princípios do design gráfico estavam ligados a um formalismo e o funcionalismo.

Atualmente, com o desenvolvimento da internet e da teoria do design de informação, há uma preocupação maior com a informação e sua estrutura no design gráfico. A história do design gráfico, enquanto área do conhecimento que investiga a evolução do design gráfico, existe mesmo muito antes de haver uma palavra para design.

A crença de que a história e a crítica do design são novas áreas de investigação é um engano, segundo o historiador-designer Philip Meggs: “a crítica de design e a (investigação da) sua história já existe desde o século XVI”. Meggs faz parte de uma tradição recente de historiadores que concluiram que a forma como se compreende a história do design gráfico não depende da estrutura tradicional da história da arte.

Em seu livro A History of Graphic Design, Meggs dá uma introdução esclarecedora para a história do design gráfico: “Desde a pré-história, as pessoas tem procurado maneiras de representar visualmente idéias e conceitos, guardar conhecimento graficamente, e dar ordem e clareza à informação.

Ao longo dos anos essas necessidades têm sido supridas por escribas, impressores e artistas. Não foi até 1922, quando o célebre designer de livros William Addison Dwiggins cunhou o termo “designer gráfico” para descrever as atividades de um indivíduo que trás ordem estrutural e forma à comunicação impressa, que uma profissão emergente recebeu um nome apropriado. No entanto, o designer gráfico contemporâneo é herdeiro de uma ancestralidade célebre.

Web Arte

A grosso modo, podemos dizer que um site de Web Arte disponibiliza um canal de experiências visuais, sonoras ou temporais com o visitante. Ao criar um trabalho de arte para a rede, parte-se do princípio de estabelecer relações com a sensibilidade do internauta, tornando a navegação, uma experiência insólita, cômica, hermética, repetitiva, labiríntica, estética etc. Aqui existe uma busca de resultados subjetivos, intimamente ligados com a experiência do visitante vivenciada no trabalho, que por sua vez, se presta a um grande número de leituras particulares que serão resultado direto da ação do repertório visual do interpretante.

Assim, a leitura de típicos trabalhos de Web Arte que se utilizam de elementos do universo computacional (botões padrão, barras de navegação, mensagens típicas de softwares etc.) dependerão da existência das informações deste universo no repertório visual do visitante. Em outras palavras, se ele não conhecer do que exatamente se trata, sua leitura irá correr o sério risco de não ser satisfatória e ficar somente no nível estético ou de composição estrutural das imagens. Atualmente, a Web Arte apresenta-se como uma expressão com linguagem ainda em definição. Muito do que é produzido para a Internet, ainda parte de conceitos oriundos de outros meios já existentes, como a pintura, a fotografia, o cinema e o vídeo. Apenas o que for produzido sendo pensado para a rede Internet pode ser chamado de Web Arte.

Além de possuir fortes bases em outros meios já existentes - especialmente na pintura - a Web Arte estabelece uma verdadeira troca com sua versão de arte aplicada: o webdesign. Enquanto alguns designers buscam que suas criações com intuitos comerciais ofereçam um aspecto muito mais expressivo e autoral - desejando criar um estilo particular na confecção de sites - os artistas da rede, por sua vez, buscam nas soluções do design de tratamento de imagens e nos mesmos softwares de criação, os elementos necessários para viabilizar os seus trabalhos artísticos.

Para muitos, não existe uma fronteira muito bem definida entre Web Arte e webdesign: os impressionantes usos de técnicas - em geral, animações em Flash - dotadas da primazia de domínio técnico, acabam recebendo um equivocado status de arte. Por outro lado, vários artistas da rede também realizam trabalhos de webdesign.

Designer

O designer é o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design. Normalmente o termo se refere ao designer gráfico (programador visual), designer de produto (desenhista industrial), uma série de tipos diferentes de designers e ainda de projetista (termo genérico para quem projeta). Em inglês, o termo se refere a qualquer indivíduo que esteja ligado a alguma atividade criativa ou de projeto. Esse anglicanismo foi adotado, no final do século XX (no Brasil), na tentativa de universalizar as profissões ligadas ao projeto. Até certo ponto isso tem ocorrido e a maiorida das universidades preferem o termo "designer" a "desenhista industrial".

Mas como o termo "projeto" já existia e é um sinônimo, muito próximo, do termo "design". Até hoje os termos "design" e "designer" tem causado confusão entre não-designers. No Brasil, a profissão do designer não é regularizada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora ela conste do Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho. Existem, no entanto, associações profissionais, de caráter cultural e representativo, embora não sejam habilitadas a fiscalizar a profissão, como as associações de designer. Apesar da legislação permitir que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em escolas superiores (ou técnicas) de Design.

Existem várias escolas de design especializadas habilitações especifícas como design gráfico, design de moda ou design de interiores. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquitetura (especialmente designers formados pela FAUUSP) e em cursos como o do Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo.

Web Designer

Web designer é o profissional competente para a elaboração do projeto estético e funcional de um web site. Para o desenvolvimento de websites esse profissional deve ter a compreensão da aplicação em mídia eletrônica de disciplinas como: Teoria das cores, Tipografia, Arquitetura de informação, Semiótica, Usabilidade, e Conhecimento de Linguagens de Estruturação e Formatação de Documentos hiper textuais como XHTML (Extensible Hypertext Markup Language) e CSS(Cascade Style Sheet). Para a aplicação desse conhecimento, de forma geral, o web designer recorre a softwares de tratamento e edição de imagens, desenho e codificadores.

Semiótica

A Semiótica (do grego semeiotiké ou "a arte dos sinais"), é a ciência geral dos signos e da semiose, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ocupa-se do estudo do processo de significação ou representação, na natureza e na cultura, do conceito ou da idéia. Em oposição à lingüística, que se restringe ao estudo dos signos lingüísticos, ou seja, do sistema sígnico da linguagem verbal, esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnico - artes visuais, fotografia, cinema, música, culinária, vestuário, gestos, religião, ciência, etc.

Origens da Semiótica

É importante dizer que o saber é constituído por uma dupla face. A face semiológica ou semiótica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras).A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afectas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, só mais tarde, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia).

Os problemas concernentes à semiótica podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, começa a adquirir autonomia e o status de ciência.

O que é a Cor?

Para entender as cores, é preciso antes falar de luz. A luz branca (praticamente a totalidade da luz proveniente do Sol) é composta de radiações de diversos comprimentos de onda. Cada comprimento de onda corresponde a uma cor – ou seja, ao ser captado individualmente por nossos olhos, ele é convertido em impulsos elétricos que fazem o cérebro perceber aquela cor. O vermelho, por exemplo, tem comprimento de onda de 0,7 mícron (0,7 milésimo de 1 milímetro) e o amarelo, de 0,6 mícron. No século 17, o físico inglês Isaac Newton deixou isso claro em um experimento usando um prisma: quando a luz solar atravessava o vidro, cada cor seguia uma direção diferente, pois cada uma delas tem comprimento de onda e velocidade diferentes.

Assim, se você usar um prisma para decompor a luz solar e colocar o olho “na direção” de onde vem o laranja, verá laranja; se colocar os olhos na direção do azul, verá azul, e assim por diante. Mas esse é só o começo da história. Digamos que você saia à rua com uma camisa amarela.

Ao ser iluminada pela luz do Sol, ela tem a propriedade de absorver todas as cores, exceto o amarelo. Portanto, de todas as cores que chegam à camisa, a única que é rejeitada – e que prossegue seu caminho entre a camisa e seu olho – é a cor amarela.

Por que isso acontece? “Porque a camisa tem pigmentos. Esses pigmentos não absorvem o amarelo, do mesmo jeito que outros pigmentos rejeitam o vermelho ou o azul”, diz Abá Persiano, professor do Departamento de Física da UFMG. “Por isso, o amarelo proveniente do Sol será rejeitado por sua camisa, que o refletirá em todas as direções, inclusive para os seus olhos – e você verá amarelo.”

É como se a fonte do amarelo estivesse na sua camisa, mas na realidade essa fonte está no Sol ou nas lâmpadas que usamos. Se você entrasse em um lugar sem luz alguma, a camisa seria preta.

Do ponto de vista físico, o amarelo existe, sim, pois existe um comprimento de onda (0,6 mícron) que, ao ser capturado por seus olhos, é convertido em impulsos elétricos específicos, que vão ao cérebro e o fazem concluir: “É amarelo”.

Mas a camisa amarela, a rigor, não é amarela. Ela tem os chamados pigmentos amarelos, que “não gostam” do amarelo e não o absorvem, refletindoo para os seus olhos.

Da mesma forma que a camisa amarela, um objeto branco iluminado pelo Sol reflete todas as cores. Já um objeto preto, por absorver todas as cores, não reflete nada para os seus olhos – assim como o fundo desta página.

O mistério sobre as cores está em descobrir o que levou os seres humanos a desenvolverem células capazes de diferenciar as 3 cores primárias (verde, azul e vermelho, das quais surgem todas as outras cores).

Uma das teses dos estudiosos da evolução humana é que esse espectro de cores nasceu por meio de uma mudança de hábitos alimentares da nossa espécie, que, por uma necessidade de ampliar o leque de alimentos, privilegiou a visão em detrimento do olfato.

 

 

Fonte: Wikipédia e Superinteressante Online

 

 

 

 

 

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